quarta-feira, 23 de julho de 2008

Batman: O Cavaleiro das Trevas (Dark Knight, The, 2008)

Por Guillermo Lagreca
.
Este com certeza foi o filme mais esperado para o ano de 2008. Muita expectativa em torno do último filme terminado por Heath Ledger, além de contar a parte da história do Batman que mais agrada aos fãs do mascarado. E deixou a desejar, e muito. O diretor Christopher Nolan parece perdido. Tornou o filme tão longo que a principal sensação que tive foi a de que o filme poderia começar na metade e não mudaria em nada a evolução da trama. Tive a companhia de minha amiga Fernanda durante a epopéia e esta desferiu um comentário extremamente perspicaz: “Já não lembrava do começo do filme quando estava perto do fim”.
Bom, vamos tentar encontrar os pontos positivos do filme. O elenco está recheado de atores brilhantes. Christian Bale como Batman, Heath Ledger como Coringa, Michael Cane como Alfred, Aaron Eckhart como Harvey Dent, Maggie Gyllenhaal substituindo para melhor o papel de Rachel Dawes da fraca Katie Holmes, Gary Oldman como Jim Gordon e Morgan Freeman como Lucius Fox. E estes não fazem feio mas, tirando o papel do falecido Heath Ledger, não há espaço para brilhantismo na história das personagens.
A história concentra-se na disputa interminável de Batman com seu principal inimigo, o Coringa. É uma história já muito conhecida pelos fãs e acredito que o diretor poderia ter dado outro enfoque. Quem gosta de Batman já conhece o final da história e esperar 3 horas para ver isso acontecer é, no mínimo, maçante. Pelo menos, depois da primeira hora de filme, é ação atrás de ação. Para aquele que não liga muito para as entrelinhas da película isso pode ser um atrativo.
Agora sim falo do chamariz deste filme e da grande atração de Batman: O Cavaleiro das Trevas. Trata-se de Heath Ledger. O falecido ator realmente incorpora a personagem e nos brinda com um Coringa macabro, sarcástico e até certo ponto, profundo. Fica muito mais fácil entender o que se passa na mente do palhaço psicopata, mesmo que seja algo doentio. Sua atuação é digna de todos os prêmios possíveis. O Jack Nicholson que me desculpe, mas agora sim temos um Coringa digno de ser o arquiinimigo do morcegão.
Para finalizar, quero deixar registrada minha insatisfação com o Batman deste filme. No primeiro filme do mesmo diretor, o que mais agradou aos fãs era o Batman impiedoso apresentado, um Batman “do mal”, mil vezes melhor que os outros já encenados. Neste filme ele volta a amolecer. Nem quando cutucam sua ferida ele se parece com o Batman de Batman Begins. Foi triste, muito triste.
Sempre acompanhei a história do morcego paladino da justiça e também aguardava ansiosamente a estréia deste filme. Desapontamento é a melhor palavra.
Usando o modelo do nosso ávido colaborador Bruno Pongas, vou dar minha nota. 3,5.

Um comentário:

Bruno Pongas Fernandes Batista disse...

Poxa... 3.5, Gui?
Tudo bem, eu ainda nao assisti, mas pelo que estão falando esse Batman deve merecer mais...