Por Bruno Pongas.
Will Smith volta às telonas mais uma vez. Após arrecadar milhões com os blockbusters "Eu sou a Lenda" e "Hancock", Smith volta a fazer drama com o irregular "Sete Vidas". É inegável que o astro de Hollywood tem talento, e isso foi mais do que provado em "Ali" - que lhe rendeu uma indicação para o Oscar de 2001 - e no já citado "Eu sou a Lenda".
Smith se acostumou a fazer dramas, e a partir do momento que descobriu seu talento para a coisa, passou a fazer um atrás do outro - obviamente isso não garante a qualidade de seus filmes.
Em "Sete Vidas" Smith revive a parceria de sucesso com o diretor italiano Gabriele Muccino, que o havia dirigido em "À procura da felicidade" - também indicado ao Oscar de melhor ator. Podemos dizer que o novo "Arrasa quarteirões" de Will Smith não é um desastre - principalmente pelas sólidas atuações do trio principal, que ainda conta com Rosario Dawson e Woody Harrelson.
Smith se acostumou a fazer dramas, e a partir do momento que descobriu seu talento para a coisa, passou a fazer um atrás do outro - obviamente isso não garante a qualidade de seus filmes.
Em "Sete Vidas" Smith revive a parceria de sucesso com o diretor italiano Gabriele Muccino, que o havia dirigido em "À procura da felicidade" - também indicado ao Oscar de melhor ator. Podemos dizer que o novo "Arrasa quarteirões" de Will Smith não é um desastre - principalmente pelas sólidas atuações do trio principal, que ainda conta com Rosario Dawson e Woody Harrelson.
O roteiro é muitíssimo interessante, mas a opção de desconstruí-lo ao longo da trama seria boa apenas se ele fosse melhor trabalhado; ou seja, é um bom roteiro, só que mal executado. O desenrolar da história é lento e tediante, o que chateia um pouco o espectador, pois falta aquele suspense que faça o público se prender totalmente ao filme. O final, apesar de previsível para os mais atentos, é em certo ponto revelador - de longe a parte mais impactante da nova empreitada de Will Smith.
A tal jornada de redenção pela qual passa Ben Thomas - personagem de Smith - me pareceu um tanto quanto forçada; é claro que ele cometeu um erro gravíssimo no passado e tenta recompensá-lo no futuro; no entanto, a maneira pela qual ele tenta se redimir soou um pouco exagerada. É claro que cada um enxerga as coisas de uma determinada maneira, ainda mais carregando o peso de algo grave no passado, mas creio que ninguém faria o que Thomas faz durante a trama.
"Sete Vidas" não é um bom filme, pois peca em diversos aspectos; entretanto, também não é dispensável. Saí do cinema com a sensação de uma excelente história, mas que se melhor trabalhada, poderia ser muito mais do que se apresentou no produto final.
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Minha Nota: 6.0
Um comentário:
Uma boa história mal executada, isso mesmo. A interpretação do Will Smith continua boa, o roteiro tinha tudo pra dar certo - e que triste, esse roteiro! - mas na prática não dá. Talvez pq não prenda o espectador, também por querer amarrar muitas pontas em um só nó, ou por insistir em deixar muito bem explicado cada detalhe - a trama não deixa espaço algum para o público pensar e, nesse sentido, ela é qualquer coisa, menos reveladora.
A história de amor entre ele e a menina do coração é bonita, pelo menos. Mas o filme não é nem um pouco memorável.
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