sábado, 21 de junho de 2008

O Melhor Amigo da Noiva (Made of Honor, 2008)

Por Roberto Camargo
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O que você faria se um moleque fantasiado de Bill Clinton invadisse seu quarto, deitasse na sua cama e te chamasse de Monica? Você se tornaria o melhor amigo dele! Esse é o início da ótima comédia romântica O Melhor Amigo da Noiva.A história continua 10 anos depois do inusitado primeiro encontro descrito acima. Tom (Patrick Dempsey) é um desses solteirões convictos que criam até regras como não repetir a mesma mulher por duas noites seguidas. Hannah (Michelle Monaghan) é sua melhor amiga, moça linda, engraçada e companheira que leva a palavra relacionamento muito mais a sério que Tom.Os dois levam uma vida perfeita juntos. Saem sempre que têm algum tempo livre, dividem e adivinham a sobremesa um do outro e são confidentes. Talvez essa seja a concepção de vida perfeita para Tom, uma vez que tem cérebro com a amiga e peitos com as outras que coleciona por noite. Não é ideal para Hannah, que pensa em se casar por estar na beira dos 30.O quadro muda quando ela viaja por 6 semanas para a Escócia e ele fica órfão de sua melhor amiga. O protagonista começa a perceber o quanto foi cego durante os últimos 10 anos e descobre que está, ou melhor, é apaixonado pela moça. A comédia nasce aqui.Quando volta, a amiga traz na bagagem um exemplar da nobreza escocesa. E um anel de noivado. As notícias ruins não param de chegar, culminando na de que o casamento do recém-formado casal está marcado para poucas semanas. Mas ainda havia tempo para a pior notícia de todas. Tom ainda seria convidado para ser a “primeira madrinha” de Hannah... A partir daí, o plano do bonitão foi tentar convencê-la de que um foi feito para o outro como madrinha, já que não sairia do lado dela desempenhando essa função.Há boas piadas espalhadas pelo filme, como a humilhação masculina sofrida por Dempsey no vestiário pelo concorrente ou os esbarrões no garçom ou a prova de lingerie de Monaghan. Nota também para a direção de Paul Weiland e participação especial de Sydney Pollack, como o pai de Tom.O Melhor Amigo da Noiva desponta como uma das melhores comédias românticas do ano. Sua fórmula é manjada, mas o ritmo da narrativa faz com que você acabe torcendo pelo sucesso de Dempsey. Embora você saiba o final desde a primeira cena, vale a pena apostar nesse conto de fadas moderno, que nos mostra que o amor ainda existe e que pode estar bem ao seu lado.

P2 - Sem Saída (P2, 2007)

Por Bruno Pongas
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P2 - Sem Saída é mais um dos filmes que eu já assisti faz um bom tempo. Tinha ido ao cinema ver um outro filme que não me recordo muito bem agora, e passou o trailler do P2. Achei empolgante e assustador ao mesmo tempo; foi o suficiente para fazer eu voltar ao cinema na semana seguinte.
Só que, o filme dirigido por Frack Khalfoun é mais um daqueles filmes que tem um trailler empolgante, que faz você ir até o cinema para prestigiar a película, mas que seu produto final deixa um pouco a desejar.
A história gira em torno de Angela Bridges (Rachel Nichols), uma executiva ávida por promoção que resolve ficar até mais tarde trabalhando na véspera do natal. Como em todo filme de terror, algo dá muito errado para a personagem não conseguir voltar para casa. É ai que entra Thomas (Wes Bentley - Beleza Americana), segurança do estacionamento do prédio onde Angela trabalha. Como tudo dá sempre errado com a mocinha, ela se direciona à seu carro para voltar para casa, e para a surpresa (Ou não) de todos, seu carro decide não pegar no tranco. Thomas oferece ajuda e simpaticamente até convida a moça a passar a véspera de natal em sua humilde residência, que é no próprio estacionamento. A partir daí começa uma verdadeira caça pelo estacionamento no melhor estilo Tom & Jerry.
P2 não chega a ser um grande filme. Segue os moldes da maioria das películas de terror/suspense; aquela fórmula na qual o protagonista passa por poucas e boas durante quase toda a história e no final acaba se dando bem. É daqueles que acaba passando batido pela memória por não ser marcante em nenhum sentido. Não é digno de se lembrar por ser um péssimo filme, mas, também está a anos luz de ser algo bom.
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Minha Nota: 6.0

Sweeney Todd (Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street, 2007)

Por Bruno Pongas
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Bom, na minha estréia aqui no blog, vou falar desse filme que já assisti faz algum tempo, mas por indisponibilidade de tempo só estou postando agora sobre ele. Vale lembrar que não entendo nada de filmes técnicamente falando, nesse ponto sou leigo no assunto, mas, como amante do cinema também gosto de dar meus pitacos a respeito dos filmes.
Muita gente pode virar a cara ao saber que o filme é baseado em um musical (De Stephen Sondhein e Hugh Wheeler), eu mesmo pensei duas vezes antes de comprar meu ingresso, já que não saberia o que estava por vir. Tenho que admitir que me surpreendi muito com o filme e que ele é bem melhor do que eu esperava, também, dirigido por Tim Burton, coisa ruim não poderia ser.
Benjamin Barker (Johnny Depp) é um cidadão pacato, que leva uma vida comum e feliz ao lado de sua esposa, Lucy (Laura Michelle Kelly) e sua filha Johanna (Jayne Wisener). Entretanto, o homem mais poderoso da cidade, o juiz Turpin (Alan Rickman), se interessa pela esposa de Barker e manda prende-lo e exila-lo da cidade. Após 15 anos, Barker volta à Londres com uma nova identidade, agora na pele do malvado e rancoroso Sweeney Todd. Já em Londres, ele descobre o terrível destino de sua esposa e de sua filha, e é ai que a trama toda se desenvolve. Todd volta a trabalhar como barbeiro na rua Fleet, na parte de cima da lojinha da Sra. Lovett (Helena Bonhan Carter), uma espécie de cozinheira que fazia as piores tortas da cidade. Enquanto Todd aguarda ansiosamente e com sede de vingança a ida de Turpin à sua barbearia, ele vai matando um a um seus clientes em um festival de sangue para todos os lados. Misteriosamente, a loja da Sra Lovett, que vendia tortas horríveis e nada saborosas, se torna um sucesso e toda a cidade passa a frequenta-la.
É um filme que mescla terror com algumas partes bastante engraçadas, recomendo para qualquer um, independente de gostos ou preconceitos contra musicais. Sweeney Todd concorreu a dois Oscars - Direção de arte, melhor ator e melhor figurino - venceu o de melhor direção de arte.
Curiosidade: A atriz Helena Bonhan Carter é noiva do diretor Tim Burton, e um dos filhos do casal (Billy), aparece em uma das cenas do filme.
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Minha Nota: 9.0

1408 (1408, 2007)

Por Roberto Camargo
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O conceito para filmes de terror se perdeu em algum lugar do tempo entre Drácula e um dos milhares de garotos que já reencarnaram o coisa ruim. O espectador que é fã desse gênero conta com poucas opções para apreciar um bom filme, ou tomar um grande susto. De um lado da balança temos ótimas películas, como O Exorcismo de Emily Rose e Sweeney Tood. Do outro, refilmagens saturadas de antigos longas ou de clássicos nipônicos.
1408 não me pareceu candidato a entrar na seleta lista dos melhores terrores do ano. O que me incentivou a assisti-lo foi um único nome: John Cusack. O ator consagrado é sinônimo de boas atuações e garante sempre um bom entretenimento. Além disso, o elenco conta com a presença de outro medalhão de Hollywood, Samuel L. Jackson, que participa num papel secundário.
O roteiro, em linhas gerais, mostra o trabalho do autor de livros sobrenaturais Mike Enslin (Cusack). Seus livros desmistificam lugares que são tidos como assombrados. Em uma de suas investidas rumo ao desconhecido, acaba recebendo um bilhete que dizia para não entrar no quarto 1408 do Dolphin Hotel, em Nova York. Ou seja, um convite tentador para visitar a terra do Central Park, do antigo World Trade Center e dos “Friends”.
Quando chegou ao hotel, foi levado ao gerente (Jackson) que tenta convencê-lo de todas as maneiras que não é uma boa idéia pernoitar naquele quarto. De nada adiantou a insistência, uma vez que o destemido escritor não mudaria de opinião, não perderia sua história.
A partir daí, o filme se passa inteiro dentro do quarto. Dentro da proposta que o diretor Mikael Hafström abraçou, o filme pode ganhar uma crítica positiva. Câmeras fechadas tornam a perspectiva claustrofóbica, o som da respiração do protagonista causa sensação de sufoco. Mas o produto como um todo não funciona. Segundo uma amiga minha, “1408 é um filme feito com o único intuito de nos assustar”.
Sem dúvida o é. Mas nem a mesmo a proposta de nos assustar funciona tão bem. A adaptação do romance do mestre do terror Stephen King não rende uma boa película. Assista se quiser um terror mais psicológico. Ou se já estiver cansado de torturas em quartos escuros e ligações que te matam em uma semana.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

O Gangstêr (American Gangster, 2007)

Por Guillermo Lagreca
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Caro Leitor.

Vou escrever no formato “carta”, pois eram assim que as boas notícias chegavam antigamente. E esta é uma ótima noticia que também trata de antigamente. Que filme! Comecemos pelos atores principais: Denzel Washington (Oscar por Dia de Treinamento) e Russel Crowe (Oscar por Gladiador). Não precisa mais nada, né? Só que ainda temos o grande Ridley Scott na direção. Agora dá uma olhada na história do filme.
Frank Lucas (Denzel) é o motorista do maior chefe do crime organizado da Nova York dos anos 70 que assume o controle depois que o patrão morre. Só que, ele é um visionário sanguinário que rapidamente domina todo o tráfico de drogas da região com ações dignas de um grande empresário/matador de aluguel.
Richie Roberts (Crowe) é um policial honesto até demais e estudante de direito “meia boca” que está disposto a descobrir todos os envolvidos no tráfico de drogas da cidade. Não preciso dizer que a história dos dois vai cruzar-se em algum momento, mas a forma como isso acontece é primorosa.
Repleto de ação e com uma trama espetacular, este filme faz cair o queixo. Há muito não saia algo tão bom assim. Pronto, não conto mais nada.
Vale lembrar que o DVD tem a opção de assistir a versão do cinema ou a uma versão estendida com mais 18 minutos de material e um final alternativo. Eu assisti as duas. E assistiria de novo!
Acho que vou ficando por aqui.

Um abraço, divirta-se!

P.S. Eu te amo (P.S. I Love You, 2007)

Por Alessandra Marcondes
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Se observado como comédia romântica, se destaca por fazer chorar... Já se for incluído na categoria 'drama', é diferente por fazer sorrir... "P.S. Eu te amo" mistura esses dois gêneros usando uma fórmula saudável que rende as mais diferentes sensações durante o filme. A parte triste é garantida pela história em si: uma doença coloca o ponto final na vida de um casal apaixonado antes do que se espera. Enquanto isso, a diversão fica por conta da personalidade única de Gerry (Gerard Butler) - que prepara uma urna para colocar suas cinzas recheada de doses de bebida para seus amigos -, e pela ironia de Denise (Lisa Kudrow) - nota: a atriz repete no filme trejeitos já bem conhecidos entre o público por sua atuação na série "Friends", interpretando Phoebe.
Quanto à Hilary Swank, cuja personagem, Holly, é a grande sofredora pela perda do marido, sou suspeita pra falar, pois sou sua fã de carteirinha. Mas é impossível não notar uma diferença gritante entre suas atuações em tramas fortes como "Meninos não choram", que lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz, e o papel desempenhado em "P.S.", pois este último não explorou tudo o que ela tinha a oferecer.
O longa incomoda um pouco porque se dedica demais a passar a lição de 'aproveite a vida enquanto há tempo', já batida por tantos, mas tantos outros, que nem vale a pena citar exemplos. Porém, observando de forma um pouquinho mais atenta, dá pra perceber que a questão da morte no filme vai além da pura exploração sentimental, para entrar na análise do porquê é tão difícil se desfazer de coisas que remetem à pessoa falecida. Assim, ao invés do diretor Richard LaGravanese tentar a qualquer custo arrancar lágrimas das menininhas - não que isso não acabe acontecendo, que fique claro -, ele pretende mostrar ao espectador personagens secundários tão trabalhados psicologicamente quanto os principais.
Eu indicaria "P.S. Eu te amo" principalmente para os casais apaixonados... mas também é um bom programa para pessoas que pretendem ver um filme água-com-açúcar e se identificar com o cara divertido da turma que vive cantando por aí, a mulher neurótica que não sabe direito o que quer da vida, a mãe carrancuda que não gosta do genro, o barman que não faz idéia de como conquistar mulheres... e por aí vai.
Resumo da ópera: o problema de um filme que mistura drama com comédia é que ele acaba sendo nem um, nem outro. Pelo menos a fotografia e a trilha sonora são bárbaras.
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Nothing else to tell you, dear,
Except, each day feels like a year.
Every night I'm dreamin' of you.
P.S. I love you...

domingo, 1 de junho de 2008

Longe Dela (Away From Her, 2006)

Por Alessandra Marcondes
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Fazendo jus ao papel de participante feminina do blog, escrevo hoje sobre esse romance belíssimo de estréia de Sarah Polley ("Minha vida sem mim") na direção. Fiona (Julie Christie) e Grant (Gordon Pinsent) formam um casal maduro, que já passou por altos e baixos ao longo de vários anos, mas ainda é apaixonado. Assim, por cima, é só mais uma história de amor que resiste aos obstáculos da vida, satisfazendo o espírito de todos os espectadores que buscam finais felizes para seus próprios romances. Mas e se a pessoa amada é vítima de um mal como o Alzheimer, que não tira a vida, mas acaba com importantes lembranças referentes a ela?
O modo como essa doença pode afetar uma família inteira não está claro na mente de quem nunca a conheceu de perto. Porém, o filme dá uma noção desesperadora do que significa simplesmente esquecer em que gaveta ficam os talheres, qual suéter é o seu, ou qual foi a pessoa que presenciou seus momentos mais importantes nos últimos 40 anos.
Na trama, é justo Fiona que adoece. A mulher forte e decidida, que faz questão de se internar em uma clínica para não atrapalhar a vida de seu marido, enquanto ele pede que ela não vá - inverte-se o lugar comum em que o abandonado sempre é o doente. Grant, por sua vez, se mostra um homem mais interessante do que se imaginava: se contenta com o papel de amigo da esposa pelo fato de ela ter se esquecido quem ele é, e ainda observa respeitosamente o romance que ela passa a ter com um amigo de dentro da clínica.
Além da fotografia marcada por planos amplos e distantes que retratam a solidão das personagens, a trilha sonora delicada embala um filme que pode ser deseperadoramente triste sem perder a beleza que há em enxergar sempre o lado positivo da vida. A combinação do cenário gelado com a quantidade de luz que invade os corredores da clínica (quem assistiu, entenderá) combina com a personalidade de Fiona, que emana luz mesmo no meio da mais dolorosa situação. E Julie Christie, que foi muito bem escolhida para o papel (Sarah já havia trabalhado com ela antes, atuando em "A vida secreta das palavras") transmite toda essa mistura de sentimentos sem precisar pronunciar uma única palavra.
O filme é brilhante, e provoca uma melancolia boa depois que sobem os créditos. Para os menos sensíveis, vale a pena porque se destaca entre a multidão de romancezinhos feitos em cima de uma fórmula óbvia, existente no cenário atual. Já para aqueles que adoooram um dramalhão, confesso: chorei do começo ao fim.
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"Não seria legal se a gente casasse"?
- e o que você disse? -
"Eu aceitei. Nunca quis ficar longe dela."