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Se observado como comédia romântica, se destaca por fazer chorar... Já se for incluído na categoria 'drama', é diferente por fazer sorrir... "P.S. Eu te amo" mistura esses dois gêneros usando uma fórmula saudável que rende as mais diferentes sensações durante o filme. A parte triste é garantida pela história em si: uma doença coloca o ponto final na vida de um casal apaixonado antes do que se espera. Enquanto isso, a diversão fica por conta da personalidade única de Gerry (Gerard Butler) - que prepara uma urna para colocar suas cinzas recheada de doses de bebida para seus amigos -, e pela ironia de Denise (Lisa Kudrow) - nota: a atriz repete no filme trejeitos já bem conhecidos entre o público por sua atuação na série "Friends", interpretando Phoebe.
Quanto à Hilary Swank, cuja personagem, Holly, é a grande sofredora pela perda do marido, sou suspeita pra falar, pois sou sua fã de carteirinha. Mas é impossível não notar uma diferença gritante entre suas atuações em tramas fortes como "Meninos não choram", que lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz, e o papel desempenhado em "P.S.", pois este último não explorou tudo o que ela tinha a oferecer.
O longa incomoda um pouco porque se dedica demais a passar a lição de 'aproveite a vida enquanto há tempo', já batida por tantos, mas tantos outros, que nem vale a pena citar exemplos. Porém, observando de forma um pouquinho mais atenta, dá pra perceber que a questão da morte no filme vai além da pura exploração sentimental, para entrar na análise do porquê é tão difícil se desfazer de coisas que remetem à pessoa falecida. Assim, ao invés do diretor Richard LaGravanese tentar a qualquer custo arrancar lágrimas das menininhas - não que isso não acabe acontecendo, que fique claro -, ele pretende mostrar ao espectador personagens secundários tão trabalhados psicologicamente quanto os principais.
Eu indicaria "P.S. Eu te amo" principalmente para os casais apaixonados... mas também é um bom programa para pessoas que pretendem ver um filme água-com-açúcar e se identificar com o cara divertido da turma que vive cantando por aí, a mulher neurótica que não sabe direito o que quer da vida, a mãe carrancuda que não gosta do genro, o barman que não faz idéia de como conquistar mulheres... e por aí vai.
Resumo da ópera: o problema de um filme que mistura drama com comédia é que ele acaba sendo nem um, nem outro. Pelo menos a fotografia e a trilha sonora são bárbaras.
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Nothing else to tell you, dear,
Except, each day feels like a year.
Every night I'm dreamin' of you.
P.S. I love you...
Um comentário:
Romântico e bonitinho; vale pros casais apaixonados!
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Minha Nota: 7.0
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