terça-feira, 24 de junho de 2008

Eu Sou a Lenda (I Am Legend, 2007)

Por Roberto Camargo

Will Smith é o maior astro do mundo. Acompanho seu trabalho desde a série The Fresh Prince of Bel-Air, Um Maluco no Pedaço aqui no Brasil. Crescer junto com sua meteórica carreira foi um privilégio, uma vez que pude acompanhar grandes sucessos, como Independence Day, a série Bad Boys e Inimigo do Estado. Apesar de enfileirar ótimos títulos, Eu sou a Lenda não está na lista das melhores películas do ator.
O enredo nos traz uma Nova York modificada, uma selva de asfalto, prédios e plantas. Esse retrato passa-se três anos após a descoberta da cura do câncer. A suposta cura acabou virando uma epidemia que matou a grande maioria da humanidade. Os poucos que sobreviveram sofreram algum tipo de mutação que faz com que tenham aversão ao sol, sintam gosto pela carne humana e ganhem mais força e agilidade. Ou seja, para nossa civilização ocidental, transformaram-se em vampiros (embora tenham aparência de zumbis).
Robert Neville (Will Smith) é imune a esse vírus e incorpora o papel do último homem na face da terra. No meio da história podemos ver flashes sobre sua vida logo antes do surto. Instantes antes de isolarem a cidade. Pouco antes de se separar de sua família, para nunca mais vê-los.
A refilmagem do clássico dirigida por Francis Lawrence tropeça em sua proposta de mostrar a solidão do protagonista, transformando essa solidão em um marasmo para o espectador. Não posso tirar seus méritos por mostrar precisamente a loucura de um solitário ou a inércia de um mundo sem pessoas para interagirem, mas um filme inteiro no formato de monólogo não é o que se pode chamar de atraente. Exceção para a interpretação de Smith, que consegue, só em cena, arrancar risos ou causar drama a quem o está assistindo.
Destaque também para a “interpretação” da fiel escudeira de Neville, a cadela Sam. Uma curiosidade para nós brasileiros é a participação da atriz verde e amarela Alice Braga (Cidade de Deus, Cidade Baixa). O que ela faz ou deixa de fazer, quem é ou o que é, isso não me convém contar. Fica aqui o convite para você assistir.
Mas se quiser entretenimento bom de verdade, recomendo-lhes Hancock, que sairá agora em julho e conta também com todo o talento de Will, além do roteiro de super-herói mais original de todos os tempos.

3 comentários:

Bruno Pongas Fernandes Batista disse...

Gostei bastante do 'Eu sou a lenda', pelo visto mais do que o Betinho! hehehe
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Minha nota: 8.0

Movie For Dummies disse...

Alessandra:
O maior astro do mundo? Que exageeeero, senhor Betinho!
De qualquer forma, achei que o filme explora muito mais a atuação do Will Smith do que "MIB" ou "Um maluco no pedaço".
Depois de "À procura da Felicidade", o ator mostrou que consegue ir além de arrancar risos da platéia com piadinhas imbecis, então adoreeeei o lance de ele levar o filme "Eu sou a Lenda" praticamente sozinho.
E você achou um marasmo? Pôxa vida, quer mais ação do que as partes que ele fica de frente com os zumbis? Achei uma ótima mistura de gêneros!!

Leka Marcondes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.