domingo, 29 de junho de 2008

Sex and the City (Sex and the City, 2008)

Por Alessandra Marcondes

Antes de mais nada, um aviso: os trechos a seguir foram escritos por uma fã ensandecida da série (que ficou, aliás, ligeiramente nervosa com a quantidade de críticas negativas que leu por aí).

O título 'Sex and the City' em rosa piscante sugere que o espectador vá encontrar algo parecido com um pornô feminino, de mulheres vivendo aventuras sórdidas e picantes. O que os leigos não sabem é que a protagonista Carrie (Sarah Jessica Parker) desmente esse rótulo ao longo de 6 temporadas quando diz que sua coluna de jornal trata sobre AMOR, e sexo é apenas um (importante) complemento. Por mais que o longa dedique seus primeiros minutos a ambientar os não-fãs - que foram parar na sessão porque o ingresso para Homem de Ferro estava esgotado, ou porque a namorada obrigou -, é impossível entender o que o filme pretende sem acompanhar o seriado. Aqui fica então a minha dica: se não conhece, não assista, e páre de falar mal por aí se não sabe nem do que está falando! {Quem disse que jornalismo é imparcial?!}.
O filme se consagrou como uma continuação feliz, pois o final da série deixa o espectador querendo muuuito mais: a história de Carrie e Big (Chris Noth) finalmente dá certo, mesmo, jura? Qual é a cara da criança chinesa que Charlotte (Kristin Davis) adota? Miranda (Cynthia Nixon) e Samantha (Kim Cattrall) deixaram de lado sua imagem de mulheres independentes para ceder aos relacionamentos estáveis? É fato que o ritmo do longa é bastante diferente das primeiras temporadas vistas na TV, mas ninguém gostaria de assistir, por dez anos, a história de mulheres imutáveis que terminam a saga do mesmo jeito que começaram.
Assim como na vida real, na casa dos 40/50 as personagens diminuem o ritmo das relações sem compromisso para finalmente encontrarem o amor. Tá, ficou conto de fadas demais para o meu gosto. Os obstáculos dramáticos, que estão bem próximos da vida da maioria das mulheres reais (que se indentificam com a série exatamente por seu caráter verdade-nua-e-crua) não deixam que o filme tenha um final feliz tão facilmente.
De qualquer forma, tudo é uma delícia: me senti encontrando velhas amigas das quais não tinha notícias faz tempo. A trilha sonora está aprovada por completo, especialmente as variantes para a famosa música de abertura dos episódios. O figurino, mesmo criticado pela estilista mal-agradecida Vivienne Westwood (foi a mais homenageada na trama), salta aos olhos de qualquer mocinha com uma queda para a moda. Como se não bastasse, Jennifer Hudson (vencedora do Oscar por Dreamgirls) incrementa o elenco, interpretando Louise, assistente de Carrie.
Permanece a sensibilidade tão bem elaborada, o humor cínico, a força feminina... e a impressão de estar assistindo de uma só vez uma temporada inteira e totalmente nova (o filme tem quase duas horas e meia de duração).
Para quem nos acha um bando de mulherzinhas fúteis, aaaah, meu bem: você não sabe como é difícil ser mulher, muito menos o prazer que sentimos na combinação roupas-amigas-namorado, sem ter vergonha de ser feliz.
.
Dizem que nada dura pra sempre
Sonhos mudam, tendências vêm e vão...
Mas as amizades nunca saem de moda.

6 comentários:

Bruno Pongas Fernandes Batista disse...

É dificil comentar sem ver o filme. E minha namorada, a meeeesma da crítica, não me obrigou a ver o filme :] hahahaha

Pelo menos o pôster é mto bonito! :p

Unknown disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Unknown disse...

cara...vc sabe que eu gostei do filme, mas sei la...eu achei meio fantasioso d+, aconteceram umas coisas impossíveis! Eu ainda acho que podiam ter feito um filme glamouroso, porém mais próximo do nosso mundo. Sei la, no seriado as coisas pareciam ser mais pé no chão.
mas de qualquer forma, o filme é foda. Principalmente pra ver com as amiguinhas do coração ;)
E pq mal agradecida Vivienne Westwood? juro que não entendi.
E mais uma coisa: achei MTO piegas e apelativa aquela história do amor ser tudo na vida! Até a senha de um email! Eu diria a mesma coisa mais sutilmente...


bjoooo

Movie For Dummies disse...

Mi mi mi mi mi mi Sex and the city... nada mais a declarar...

Leka Marcondes disse...

Alessandra:
Esse 'moviefordummies disse' é uma opinião geral dos maxos aqui envolvidos?? Respondo da seguinte maneira: 'mimimi, comédias românticas, mimimi ação sem pé nem cabeça' ¬¬

Então... é pq a estilista teve papel de destaque por causa da história do vestido de noiva dela, mas qdo foi na pré-estréia do filme, declarou para a mídia que achou o figurino das personagens super sem graça e não conseguiu nem ver o filme até o final. Por isso, mal agradecida.

E concordo que o lance do chaveiro-amor é forçado, mas acho que o final dá na cara que as amizades e a auto-realização são mais importantes do que esse amor água com açúcar. Não?

Danielle Lott disse...

Lê, vi o filme ontem, no último dia em cartaz. Longa história de porquê foi assim. Enfim, adorei, claro. Estava com saudade das 4 amigas.
Foi estranho ver um episódio tão comprido... Naquela cena da Miranda com a Carrie no supermercado percebi que o roteiro estava enrolando; em 30 minutos só o ritmo fica bem mais ágil. Outro contra do filme é que num "episódio x 4" a futilidade fica x 4. Se num episódio a Carrie citava o quê, Manolo e Dior, no filme cita umas 30 grifes. Acho divertido pensar como isso vai fazer o filme ficar datado a daqui uns 40 anos.
Também acho que talvez para quem não acompanhou a série o filme não funcione. Assistir à interminável fossa da Carrie só deve ser interessante para quem se importa com a personagem. Outro exemplo: quanto o Steve abre o berreiro na ponte, encontrando com a Miranda, logo lembrei: ele sempre foi um beberrão, e achei fofo. Quem não sabe da "personalidade" dele talvez tenha achado demais.
Falando em personalidade, a Carrie foi a única que "encaretou". Parece que a idade pesou mesmo. Fiquei um pouco desapontada.
E vamos combinar? Aquela do Big eu não perdoava nuuuuuuunca! P*ta cara mimado e egoísta. grrrrrr...
Bom, adorei os figurinos: que noiva!! Até o pássaro verde amassado na cabeça ficou incrível! Mas também exageraram no hibisco de Itu do vestido branco.
Gostei muito da participação da J.Hudson, achei ela carismática.
Em contrapartida, achei algumas situações bem forçadas, clichês bobos, pisadas na bola mesmo. O chaveiro (como vocês comentaram), o editorial da Carrie na Vogue (tá bom que uma escritora com fama restrita a NY faria aquilo), a cara da Charlotte no incidente no hotel (caras e bocas demaaaais), o Réveillon a sós da Carrie e da Miranda (não tinha um ser com quem pudessem passar?).
Um pró: a trilha sonora. Também aprovei a atualizada do tema.
Outro pró: as cenas nostálgicas. Carrie vestindo o tutu que usava na abertura da série foi muito legal.
Fiquei sabendo: o DVD vai conter cenas bacanas deletadas, e parece que estão discutindo já a continuação.
Enfim, adorei ter visto, mas acho que até você concorda que alguns episódios (como o do Manolo da Carrie que some na festa no apê da amiga) são bem melhores que o filme inteiro.
Ah, escrevi demais, vou parar.
Aaaaaahhhh, curti seu texto! ;O)